Se você está passando por um momento de inadimplência e abarrotado de dívidas, certamente se encontra com o nome negativado e sem acesso ao crédito no mercado.
Essa, lamentavelmente, é a atual realidade de milhares de brasileiros, sobretudo após a pandemia de COVID-19, que ocasionou um período de déficit econômico.
Mas não se desespere! Se você está inadimplente, tem solução! Listarei abaixo 10 dicas para conseguir quitar suas dívidas e sair do vermelho.
1 – Tenha um bom planejamento financeiro
A primeira dica para sair do vermelho é ter um bom planejamento financeiro. O nosso país não prioriza o ensino de educação financeira nas escolas e universidades, por esta razão crescemos aprendendo muito pouco sobre como ter uma boa gestão financeira pessoal.
A falta de aprendizagem sobre esse assunto tão primordial gera uma ausência de controle financeiro e também de planejamento orçamentário. Por isso é tão importante se atentar para o planejamento financeiro, pois ele é uma excelente ferramenta para que você possa alcançar todos os seus objetivos nessa área.
2 – Anote todas as suas dívidas
A segunda dica para sair do vermelho é saber como está a sua situação financeira. Será necessário anotar todos os seus débitos. Você poderá fazer uma planilha no computador com todas as suas dívidas. Assim você saberá exatamente quanto está devendo. E a partir daí poderá ligar para seus credores e tentar negociar seus débitos.
Importante nesse momento fazer também uma planilha com todas as suas receitas e despesas, dessa maneira saberá o que entra e sai todo mês. Tendo essa conduta, ficará mais fácil saber exatamente o valor que poderá pagar por mês nas negociações das dívidas.
3 – Organize seu orçamento
A terceira dica para sair do vermelho e se ver livre de todas as suas dívidas é organizar o seu orçamento. Como informado acima, é muito importante fazer uma planilha com todas as suas receitas e despesas. Pode usar uma planilha do computador ou até mesmo um aplicativo de celular. Para os mais tradicionais, o caderno mesmo!
O importante é que você anote todo o valor que recebe e gasta no mês.
Lembrando que os gastos precisam ser detalhados, para que você consiga posteriormente cortar todo e qualquer tipo de gasto desnecessário.
4 – Corte gastos desnecessários
A quarta dica para sair do vermelho é cortar todo e qualquer gasto desnecessário. É muito importante mudar os hábitos financeiros negativos. Você precisa gastar menos! Liste todas as suas despesas e verifique aquelas que realmente são desnecessárias e corte-as. Seja radical!
Lembre-se também de economizar coisas do dia a dia, tais como: colocar o chuveiro na posição verão em períodos quentes, apagar a luz dos ambientes quando sair, estipular um dia da semana para passar roupa, entre outras.
5 – Busque uma renda extra
A quinta dica para sair do vermelho é buscar uma renda extra. Mas afinal, o que seria essa renda extra? A renda extra é uma forma de remuneração adicional, adquirida a partir de uma atividade que se difere da sua principal. É um plano que visa complementar sua renda no final do mês.
Então, se você já cortou todos os gastos desnecessários e mesmo assim não pôde liquidar seus débitos, o próximo passo será buscar fontes alternativas para ganhar mais dinheiro.
Desse modo, nas horas vagas, você poderá fazer variadas atividades para conseguir esse dinheiro extra, tais como: revender produtos diversos, dar aulas particulares, oferecer serviços a domicílio, fazer salgados, quitandas e doces para vender, trabalhar no transporte de pessoas por meio de aplicativos como o Uber, entre outras.
Descubra a sua atividade e comece a ganhar essa renda extra!
6 – Venda bens para saldar as dívidas
A sexta dica para sair do vermelho é vender seus bens para saldar as dívidas, isso se não tiver conseguido valores suficientes com a quarta e quinta dica. Se este for o seu caso, com certeza, precisará de algum valor para pagar os seus débitos. Então será necessário observar os bens que possui e vendê-los para atingir o valor de que necessita.
Vender um bem pode parecer algo doloroso e radical, todavia deixar de vendê-lo desequilibrará seu orçamento financeiro, podendo inclusive perder aquele patrimônio por conta das dívidas.
7 – Negocie suas dívidas
A sétima dica para sair do vermelho é negociar suas dívidas. Depois de executar a quarta, quinta e sexta dica, é hora de negociar seus débitos com os seus credores. Entre em contato com os mesmos e negocie a opção mais viável de pagamento, com valores e parcelas que caibam no seu orçamento. Se possível for, realize o pagamento à vista, assim poderá ter um bom desconto, podendo reduzir as taxas de juros e conseguir condições especiais no acordo.
Na hora da negociação, evite aceitar condições que não estejam de acordo com a sua condição financeira. Sempre faça propostas que caibam no seu orçamento!
Lembre-se que alguns órgãos de proteção ao crédito e algumas instituições financeiras promovem “feirões” para facilitar o pagamento de dívidas. Dessa forma esteja atento a essas oportunidades, pois nesses lugares você encontrará excelentes condições de pagamento.
8 – Priorize as dívidas mais altas
A oitava dica para sair do vermelho é priorizar as dívidas mais altas. Certamente você não conseguirá pagar todos os débitos ao mesmo tempo, portanto na hora de decidir qual valor irá quitar, escolha o que oferece a maior taxa de juros, como por exemplo, as dívidas com Banco.
Dando prioridade para as dívidas maiores e seguindo as dicas anteriores, sem dúvida conseguirá honrar os demais compromissos financeiros.
9 – Não faça novas dívidas
A nona dica para sair do vermelho é não fazer novas dívidas. A partir do momento em que você quitar todos os seus débitos, evite se comprometer com novas contas.
Evite que fatores externos, tais como: propagandas, redes sociais, influências de amigos, entre outros, estimulem o seu consumo. Resista ao consumo excessivo! Busque produtos mais “em conta” e que caibam no seu orçamento.
10 – Viva de acordo com a sua realidade financeira
A décima dica para sair do vermelho é viver de acordo com a sua realidade financeira. O seu estilo de vida são escolhas que você faz, então quando estiver passando por um momento difícil nessa área, viva de acordo como o seu atual padrão de vida.
E mesmo após quitar todas as suas contas, é essencial que você ajuste as suas despesas para evitar novas dívidas. Tente, sempre que possível, economizar pelo menos 10%(dez por cento) do que você ganha. Esse comportamento o ajudará a ter uma reserva que poderá, futuramente, ser aplicada no Banco ou utilizada para alguma emergência ou imprevisto.
Essas são as 10 dicas que podem te ajudar a sair do vermelho. Conforme relatado acima, infelizmente, a educação financeira é um assunto pouco discutido no Brasil. Deveria ser tratado como prioridade desde a infância, todavia nunca é tarde para aprender.
Tente conquistar novos hábitos de consumo, buscando sempre o equilíbrio. Ganhe mais e gaste menos!
Como é uma matéria extremamente abrangente, dentro de pouco tempo escreveremos mais sobre esse tema! Caso tenha gostado, compartilhe com alguém que possa ter interesse!

Dessa forma, cada coproprietário, também denominado como condômino, terá propriedade autônoma e exclusiva de suas respectivas casas, salas, lojas, apartamentos, escritórios, garagens, isto é, de qualquer que seja seu alojamento.
Em contrapartida, existem áreas de propriedade e convívio comum, nas quais os condôminos compartilham o uso, tais como: o solo, a estrutura do prédio, distribuição de água, as áreas de lazer do condomínio (piscina, quadras esportivas, sauna, entre outras).
E é exatamente essa relação de convivência entre os condôminos e a divisão da propriedade das áreas comuns que geram os direitos e deveres de cada um. Afinal, sem regras não se consegue um convívio próspero e respeitoso.
Prevendo essa situação, o Código Civil permitiu a criação das Convenções de Condomínio, a fim de que se regre, por meio de assembleias, o que poderá ou não ser feito em cada um dos condomínios. Por isso, além de observar os direitos e deveres previstos no Código Civil, os condôminos deverão se atentar à convenção específica do seu condomínio, pois nela conterá as normas criadas única e exclusivamente para aquele conjunto de alojamentos.
Muitos ainda questionam a obrigatoriedade de cumprir com as determinações da Convenção Condominial e se é necessário assinar para estar submetido às regras, contudo, juridicamente falando, estas questões já estão decididas pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme se observa:

Portanto, pela jurisprudência mencionada, nota-se que todos os condôminos estão obrigados a cumprir com as determinações da Convenção Condominial independentemente de assinar sua concordância ou não.
Superado esses pontos mais específicos, algumas obrigações e direitos são unânimes, ou seja, existentes em todo e qualquer condomínio, afinal, é prevista pelo Código Civil, senão vejamos:

No tocante aos direitos, o condômino poderá usar, fruir e dispor das suas unidades, quer dizer, poderá utilizar para moradia, comodato, aluguel, venda, entre outras modalidades, afinal pertence somente a ele.
Diferente do que ocorre nos bens comuns, pois seria absurdo que um condômino vendesse, por exemplo, a piscina do prédio.
Já as partes comuns, desde que utilizadas conforme sua destinação originária, poderão ser usadas pelos possuidores livremente.
Por fim, o Código Civil traz o direito de participação e voto nas deliberações da assembleia, contando que o condômino esteja quite com suas obrigações condominiais. Importante notar que, de acordo com o último inciso, parte dos direitos que cabem aos condôminos está condicionada ao pagamento em dia da taxa condominial. Aqueles que estiverem inadimplentes, portanto, perdem o direito ao voto nas assembleias que forem realizadas no condomínio.
Em se tratando dos deveres:

Observando a legislação, os deveres dos condôminos são praticamente obrigações de não fazer (com exceção do pagamento das taxas condominiais). Bastando assim, evitar praticar ações vedadas em lei.
É vedado, por exemplo, que se realizem obras que possam comprometer a estrutura do prédio, sendo necessário consultar o condomínio e especificar as alterações antes da realização das mesmas.
É proibido também alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas, uma vez que as cores fazem parte de um todo, não sendo facultativa para cada condômino.
Ademais, é intolerável que os coproprietários utilizem das áreas exclusivas ou comuns para fins diferentes de sua destinação ou que prejudiquem o sossego, a salubridade, a segurança ou os bons costumes dos demais proprietários.
O artigo 1336 do Código Civil determina também os tipos de penalidade a que os condôminos estão sujeitos no caso de descumprimento dos seus deveres. Nesse sentido, vale ressaltar que o não pagamento da taxa condominial abre a possibilidade para uma ação de cobrança judicial por parte do condomínio.
Importante salientar que os direitos e deveres dos condôminos não se resumem ao que está exposto no Código Civil, uma vez que outros fatores podem ser estipulados pela Convenção e Regimento Interno do Condomínio, desde que, é claro, estejam em conformidade com a lei.
Com o que fora apresentado, pode-se observar que a vida em condomínio é totalmente delimitada e regrada, exigindo respeito mútuo entre as partes, para que seja possível viver em harmonia. Respeitar as regras impostas pela Legislação, pela Convenção do Condomínio e pelo Regimento Interno é um dever que, consequentemente, assegura os seus direitos em relação a outrem.
Como é uma matéria extremamente abrangente, dentro de pouco tempo escreveremos mais sobre esse tema! Caso tenha gostado, compartilhe com alguém que possa ter interesse!

